segunda-feira, 21 de julho de 2008

Como dizia o poeta...


Quem já passou por essa vida e não viveu

Pode ser mais, mas sabe menos do que eu

Porque a vida só se dá pra quem se deu

Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu

Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não

Não há mal pior do que a descrença

Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair

Pra que somar se a gente pode dividir

Eu francamente já não quero nem saber

De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão

Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não

(Vinicius de Moraes)

domingo, 6 de julho de 2008

Nunca pensei um dia chegar
E te ouvir dizer:Não é por mal
Mas vou te fazer chorar
Hoje vou te fazer chorar
Não tenho muito tempo
Tenho medo de ser um só
Tenho medo de ser só um
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar
Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais
Faz um tempo que eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais
Deixei que tudo desaparecesse
E perto do fimNão pude mais encontrar
O amor ainda estava lá
O amor ainda estava lá
Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais


Alguém me diz quem chamou essa tristeza pra perto de mim?

Que doa em mim, mas não me deixe vê-la sofrer...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O amor é assim


Esqueceram o medo no vagão do trem.

Bendito trem e bendita a hora que lá entrei.

Eu não ia sentar naquela cadeira, se não fosse a rapidez com que as outras foram ocupadas, ou a demora d'eu me sentar em qualquer uma delas.

Mas o azar foi todo meu. E então, ali sentei.

Não havia nada dissemelhante, mas ao sentar-me, tudo tornou-se torpe.

Que cadeira estúpida! Porque não penso em outra coisa e saio daqui?

Ainda posso ficar em pé.

Ah sim...O problema é que daqui, não quero sair.

Por mais que eu tenha medo, gosto.

Por quê?

Não sei, o amor é assim.


Maiza França












E quem não acha o amor estúpido?

terça-feira, 1 de julho de 2008

"Repousa ai bem quieto e deixa-me morrer."


ROMEU — Só ri das cicatrizes quem ferida nunca sofreu no corpo. (Julieta aparece na janela.) Mas silêncio! Que luz se escoa agora da janela? Será Julieta o sol daquele oriente? Surge, formoso sol, e mata a lua cheia de inveja, que se mostra pálida e doente de tristeza, por ter visto que, como serva, és mais formosa que ela. Deixa, pois, de servi-la; ela é invejosa. Somente os tolos usam sua túnica de vestal, verde e doente; joga-a fora. Eis minha dama. Oh, sim! é o meu amor. Se ela soubesse disso! Ela fala; contudo, não diz nada. Que importa? Com o olhar está falando. Vou responder-lhe. Não; sou muito ousado; não se dirige a mim: duas estrelas do céu, as mais formosas, tendo tido qualquer ocupação, aos olhos dela pediram que brilhassem nas esferas, até que elas voltassem. Que se dera se ficassem lá no alto os olhos dela, e na sua cabeça os dois luzeiros? Suas faces nitentes deixariam corridas as estrelas, como o dia faz com a luz das candeias, e seus olhos tamanha luz no céu espalhariam, que os pássaros, despertos, cantariam. Vede como ela apoia o rosto à mão. Ah! se eu fosse uma luva dessa mão, para poder tocar naquela face!
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