Esqueceram o medo no vagão do trem.
Bendito trem e bendita a hora que lá entrei.
Eu não ia sentar naquela cadeira, se não fosse a rapidez com que as outras foram ocupadas, ou a demora d'eu me sentar em qualquer uma delas.
Mas o azar foi todo meu. E então, ali sentei.
Não havia nada dissemelhante, mas ao sentar-me, tudo tornou-se torpe.
Que cadeira estúpida! Porque não penso em outra coisa e saio daqui?
Ainda posso ficar em pé.
Ah sim...O problema é que daqui, não quero sair.
Por mais que eu tenha medo, gosto.
Por quê?
Não sei, o amor é assim.
Maiza França
E quem não acha o amor estúpido?

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